terça-feira, 4 de dezembro de 2012

América Latinidades...


Nossos sonhos se acendem, se apagam, se reacendem, se reapagam... se reacendem.

por Pedro Henrique (em clara resposta ao texto anterior)

Meu amigo, que belo texto escreveu! Fiz o que você sugeriu: li o texto enquanto ouvia a música e pode acreditar; desses olhos cansados brotaram lágrimas de alegria, de felicidade de ouvir a poesia do seu texto e ler aquela potência musical. É disso que algumas ou quase sempre (entre linhas) falamos: da beleza, da poesia, da arte, de uma livre existência, de poder criar um sentido a essa curta vida.

Que seja um sentido digno, ético, vou usar humano no tom que você usou, mas poderia ser também antihumano, pois esse humano do capitalismo não é humano, ou é!! Compreende? De que humano se fala, de que beleza se fala, de que comum partimos? Eu e você temos comum o suficiente para poder realizar essa troca. Mas emoções à parte, com as palavras que você tomou emprestadas de Che, com o jogo de frases de músicas que você fez, com parte de sua saga revelada, com a beleza dos seus sonhos, me senti motivado a fazer um comentário-pergunta; do que você fala? Provocações entre filos como você já disse. O que é isso de identidade?

Você já aponta algumas direções quando diz que suas palavras são vazias e podem ser sempre preenchidas e repreenchidas infinitamente. E é nesse ponto que gostaria de me deter um pouco. Tenho lido Diferença e Repetição de Deleuze, recomendo a leitura, e o autor joga com as palavras como para que repensá-las nos seus usos habituais comuns, repetidos. Antes gostaria de pensar que sou um leigo falando, então por isso sem qualquer pretensão de científico, de rigor com seus conceitos, de precisão “exata” de seus sentidos, dito isso continuemos, Nietzsche já evocava muito anterior à Deleuze a noção de eterno retorno do homem, imagine você fazendo tudo de novo e tudo de novo, mas sempre de uma forma diferente. Bascamente o conceito é isso, quem sou eu para afirmar? Eu. Então, Nietzsche pensou que essa era à força do homem, esse era seu super poder, fazer algo contrário a força da natureza, diria Deleuze. E o poder do homem estava em querer poder, e aqui um detalhe sórdido, mas crucial, não se pode faze isso de forma vulgar, não se pode fazer isso de qualquer forma, não se pode tentar repetir sem precisar uma exatidão, sem reinventar a repetição, caso contrário, estamos fardados a uma repetição morta, patológica, doente, pois da ausência de movimento e reinvenção.

O que pesa a favor desses autores, a meu ver, são suas contribuições em colocar a ciência e o conhecimento racionalizado em seu devido lugar, de pura invenção humana e invenção mal feita, melhor, bem feita se não, não teria se tornada hegemônica, mas já ultrapassada. Então vivemos em uma sociedade baseada no pensamento lógico representacional cartesiano. Aquele do “Penso, logo existo”. Os autores propõem uma reinvenção do modo de operar, do modo de conceber nossas relações com o mundo, com a linguagem, com o saber, ao invés de um pensamento representacional - e aí estaria à noção que gostaria de criticar de identidade - por um pensamento imanente, vinculado à ação diretamente, antes de termos alguma mediação, como os códigos da linguagem ou os parlamentares por que não construímos e reconstruímos constantemente esses códigos à medida que o usamos ou por que não somos nós mesmos nossos representantes. Essa é a sacada. O poder é construído e praticado por todos, em todas as instâncias. Bom amigo, este, felizmente, não é uma artigo cientifico, então vou direto ao ponto: identidade nos cola a uma imagem que representa algo, e quando falamos de representação estamos falando de a prioris, de uma essência que anteceda a prática, de algo imutável e desprovido do movimento necessário às mudanças das contingências.

Que identidade seria essa? Vamos pensar em outros termos, em termos de expressividade, de processualidade, mutabilidade, de devir do fluxo, de multiplicidades, de uma subjetividade construída nessa ação permanente do fazer humano. É de uma repetição diferente. De uma ausência de verdades absolutas. Qual identidade seria a do revolucionário? É um exercício, meu caro amigo, de pensarmos a revolução não apenas em termos macroeconômicos, mas de uma micropolítica, que repense os modos de pensar, os modos que temos de conceber o mundo, são revoluções subjetivas que precisamos efetuar diariamente na hora de comprar o pão, na hora de ouvir uma música, tipo aquela música do Raul, na hora do almoço. A revolução ainda não veio porque existem muitas pequenas revoluções em curso, muitas revoluções possíveis e muitas impossíveis ainda por vir. A (Com A maiúsculo) Revolução tão sonhada por muitos nunca foi uma ou deveria ter sido UMA, mas muitas. Nossos heróis cada qual sonhou com sua revolução e a fez, estamos a fazer as nossas?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um brinde a ausência de fronteiras...

(escute enquanto lê)


Há alguns dias, uma amiga sumida, Luiza, me deixou um vídeo no mural do face. Este ai que compartilho. O vídeo é daqueles que me faz sentir algo que mal sei explicar. Para ser sincero, impossível racionalizar, no máximo, trazer aporias e palavras soltas, que sorte minha, são vazias e podem ser sempre preenchidas e repreenchidas eternamente.

Engraçado demais, quando criança/adolescente, a necessidade de querer ser reconhecido e ter alguma coisa de nobre em mim, fazia com que ressaltasse aquelas velhas histórias de que "sou bisneto de estrangeiro", corridos da segunda guerra, que tenho sangue europeu e bla bla bla. Quanta pobreza. Não era só a pobreza do fato de que realmente não tinha nada de nobre na minha "linhagem", era a pobreza de achar que isto torna alguém nobre.

Mas ainda bem que o tempo passa e que nossa abertura para a vida nos fazer ver horizontes muito mais distantes do que aquele de uma ética burguesa.

Percebi que o sangue misturado, com muitos estrangeiros pobres, escravos, operários, fugidos, índios... na verdade só representavam UMA MISTURA. Mistura esta que ultrapassa aquela estudada, do mameluco, mulato, como se fosse algo social do brasileiro. Negativo. É identitário e muito maior, é o que no faz sermos Latinos Americanos.

Posso continuar em um romancismo, mas agora penso que encontrei uma identidade concreta, que troca a noção de nobreza pela de honra. Uma busca pela autenticidade que precisa acontecer. Quão honrado é o povo que luta diariamente para ser feliz, para levar sua vida olhando por detrás de olhos puxados, que gosta de sentir o calor de uma pele que sempre tem um queimado peculiar do sol, mesmo nos países americanos que o sol se afugente constantemente.

Não conheço para além de nosso sudeste brasileiro, talvez seja a maior frustração minha até hoje. Assim, torço para que chegue logo o dia de superar tais muros. Mas, e ainda assim, sinto desta forma, como nos dizeres de Che, não o revolucionário, mas aquele humanitário antes de tudo, que percebeu ao viajar por nosso continente que não há qualquer explicação racional para tentar dividir os latinos americanos, senão o próprio interesse de nos enfraquecer. Somo todos irmãos, braços dados ou não, que travamos guerras infindáveis diariamente, com fé em Deus e nesta batalha, sabendo que a vitória vem de pequenos gestos que só este povo pode ver, em um sonho de sangue e de américa do Sul, e que por força desta história, tanto o blue quanto o samba, tomaram vida única!
Sonho muito, para que as mudanças de um novo mundo, que aceite as identidades, surja na prática desta imensa ilha. E, crendo nisso, lutemos! Em um momento que vivo uma batalha tão minha, penso que é apenas um fortalecimento que está muito além de um sujeito, mas para com todos estes, meus irmão, que lutam da mesma forma para trazer um pouco de liberdade e responsabilidade, que a humanidade seja sempre ressaltada e o brilho dos olhos possa contar muito mais que títulos. Somos isso tudo aí, nada a menos, muito mais.

Então brindemos!:


“Bueno, es una obligación para mí el agradecer con algo más que con un gesto convencional, el brindis que me ofrece el Dr. Bresani. En las precárias condiciones en que viajamos, solo queda como recurso de la expresión afectiva la palabra, y es empleándola que quiero expresar mi agradecimiento, y el de mi compañero de viaje, a todo el personal de la colonia, que, casi sin conocernos, nos ha dado esta magnífica demostración de afecto que significa para nosotros la deferencia de festejar nuestro cumpleaños, como sifuera la fiesta íntima de alguno de ustedes. Pero hay algo más; dentro de pocos días dejaremos el territorio peruano, y por ello estas palabras toman la significación secundaria de una despedida, en la cual pongo todo mi empeño en  expresar nuestro reconocimiento a todo el pueblo de este país, que en forma ininterrumpida nos ha colmado de agasajos, desde nuestra entrada por Tacna. Quiero recalcar algo más, un poco al margen del tema de este brindis: aunque lo exiguo de nuestras personalidades nos impidan ser voceros de su causa, creemos, y después de este viaje más firmemente que antes, que la división de América en nacionalidades inciertas e ilusorias ES completamente ficticia. Constituimos una sola raza mestiza que desde México hasta el estrecho de Magallanes presenta notables similitudes etnográficas. Por eso, tratando de quitarme toda carga de provincianismos exiguos,  brindo por Perú y por América Unida.” (CHE, Notas de Viaje, p. 135-136)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Poeira estelar, é tudo um grande passa tempo


Meu amigo Gui me convocou para escrever um texto sobre a importância do movimento estudantil, visto que minha pesquisa de mestrado fala um pouco sobre a temática, mas o que tenho a dizer é sobre outra coisa, infelizmente caro amigo, nem sempre somos nós quem decide o que se escreve, às vezes, as coisas é que nos convocam a escrever, a vida que nos convoca, ela nos agencia, deparamo-nos com o que não esperávamos ou imaginávamos, eis aí a beleza que se tem na capacidade de surpreender que só a vida nos oferece. Estive esperando esse momento, estava, há algum tempo, esperando que alguma coisa me mobilizasse e em tempos difíceis, pouca coisa tem feito isso.

Foi quando, sem querer, coloquei a TV em um canal e vi um filme cuja sua imagem e fotografias me chamaram a atenção, tratava-se de um clássico estilo de fazer cinema brasileiro, no qual os atores, o cenário, o roteiro, tudo parece real, mesmo com cerca de vinte ou trinta minutos de filme, resolvi assisti-lo. Os diálogos me prenderam a atenção, existiu ali uma afinidade, simpatia, transferência, empatia, não sei que conceito, mas é esse que diz das experiências que temos quando compartilhada com outros. O nome do filme é A falta que nos move, sem mais delongas vamos ao que interessa, quer dizer então que com essa introdução quis afirmar que é preciso ter alguma falta para a humanidade caminhar? Sim, aliás, não sei porque to querendo responder essa questão, melhor, me lembrei. É de uma incompletude dos textos que escrevo, é de meios-ditos, não ditos, inverdades, farsas, histórias mal contadas, de um meio, de uma metade, tem me faltado à inspiração, a vontade de escrever, a vontade de poder, a falta não me tem aparecido, tem me faltado à falta. Dizem alguns provérbios chineses que é preciso ter uma xícara vazia para poder aprender outras lições, minha xícara deve estar cheia, de saco cheio porque não me sobra um pouquinho que for para animar a escrever alguma coisa.

A liberdade exige a responsabilidade com ela, tempos da morte dos ideais, morte das grandes utopias, dos grandes discursos, são tempos da provisoriedade, e é preciso saber viver com ela. Meu amigo Guilherme, gostaria que visse esse filme, ele é como o filme que você me indicou, tem algo que nos acalanta um sobro de vida. Uma surpreendente potência de vida que o homem se põe a inventar para dar sentido a sua existência. O filme celebra e brinda as mentiras bem contadas, faz um brinde as pessoas do mundo, a generosidade, a compaixão e a esperança de uma vida melhor. Uma alusão entre a linha tênue e quase inexistente entre verdade e mentira, poderia dizer inexistente, mas melhor não. Um soco nos estômago dos fracos e um chute na canela dos fortes.
Quer saber de outra coisa Gui? Imagine a vida como um jogo de xadrez entre o sujeito, para você o ser (sei que gosta da fenomenologia- existencial), e o tempo, em que não há vencedores, apenas belos lances, belas jogadas, ora somos nós é quem enganamos o tempo, ora ele. Apenas fazemos o que deve ser feito; o homem existe e o tempo é. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O IMPERIAL POPULAR



O Imperial Popular é mais do que uma banda, 
é o grito engasgado do oprimido em busca do seu canal de expressão. 

É um som fantasma, sem "eira nem beira" que sabe o que quer, e sabe querer. 
Não tem gente nem ente, nem integrante e nem população ... 
sem indivíduos e nem programação. 

O Imperial Popular não faz falta nem caso ... 
ele perfura o espaço pelo sangue latino que escorre nos livros de História. 
Ele é a mente consciente coletiva e ciente de suas limitações. 
É a militância político-sonora que não condena a "arte pela arte". 

Não tem guitarrista, baixista e nem baterista ... 
as vezes é comunista, trabalhista, socialista ou até anarquista, mas nunca capitalista. 

O Imperial Popular é o espelho que reflete o desejo do subjugado transferido pelo calor da amizade sincera. 
É a crítica sem máscara recebida do olhar solitário no espelho. 
É o riso sincero no rosto do trabalhador 
que acaba de encher a despensa de casa. 

O Imperial Popular é o agradecimento sincero à todos aqueles que morreram pela liberdade, 
seja no campo, ou seja na cidade. 
É um tributo inocente de luta e caridade, 
de coração e pelo desejo de uma nova sociedade. 

O Imperial Popular é a esperança contida no sorriso do filho. 
É o peso na consciência da mesa farta, é a gratidão sem paciência. 

É um ponto no vento, é uma batida sem tempo definitivo. 
É a falta de pretensão em favor do coletivo. 



domingo, 26 de agosto de 2012

Ciência e Sapiciência

Diante da genialidade de alguns, até mesmo um fanfarrão falastrão, fica sem o que comentar e só a pensar.
Traga 2 trechos de uma pequeno livro MUITO bom que li neste mês. Se já tive até preconceito contra o autor, depois de ter este livro, único dele que li, vou buscar conhecer mais de seus escritos. Recomendo aos curiosos, algumas belas aporias sobre o debate do científico e não científico. Fica o trecho e, provavelmente, deixarei mais, o livro é fantástico!

Rubem Alves em, "Entre ciência e sapiciência: O dilema da educação"


"Quero seduzir você a jogar um jogo de palavras chamado filosofia. Você não se interessa por filosofia, nunca estudou filosofia, nada sabe sobre os filósofos. Filosofia, coisa chata e complicada. Compreendo. Mas suas alegações simplesmente significam que você não tem condições para ser um professor de filosofia. Professores de filosofia têm de dominar uma tradição.

Mas note: o homem que inventou o alfabeto era analfabeto. o primeiro filósofo que começou a filosofia não tinha atrás de si uma bibliografia filosófica. Excesso de informações perturba o pensamento. 'quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar: divinare. Os sabiás divinam', assim dizia Manoel de barros. (é poeta-criança. Criança brinca com brinquedos; poeta brinca com palavras. Essa afirmação do poeta não é científica. Não foi produzida por método. Ela é mágica. Quebra feitiços. Faz voar idéias plantadas.) Frenquentemente os professores de filosofia pensam tanto o pensamento de outros que acabam por não ter pensamentos próprios." [...]

"Estou ouvindo 'Eu não existo sem você', de Tom Jobim. Só posso ouvi-la por causa da ciência. Foi a ciência que, com teorias e medições, construiu meu computador. Foi ela que, com teorias e medições, produziu o cd, traduzindo a música em entidades eletrônicas definidas. Mas um engenheiro surdo poderia ter feito isso. Porque as redes da ciência não pegam música. Pegam entidades eletrônicas quantificáveis. Assim, um cientista que fosse também um filósofo, ao declarar 'Isso não é científico', estaria simplesmente confessando: 'Isso, as redes da ciência não conseguem pegar. Elas deixam passar. Seria necessário outra rede...'

Volto a Manoel de Barros: ' A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um sabiá, mas não pode medir seus encantos'. Outra rede: meu corpo é a outra rede, feita de coração, sangue e emoção. Deixa passar o que a ciência segura. E segura o que a ciência deixa passar. Não mede s encantos do sabiá. Mas fica triste ao ouvi-lo, ao cair de tarde... Isso também é parte da realidade. Sem ser científico."

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Uma poeira de estrela entre galaxias


Demorei muito para dar um passo para trás, trabalhar bastante para esvaziar a mente e comentar o texto que eu curti muito! Sei que o dialogo está chato e apenas entre dois, mas é bom saber que muitos livros lidos como obrigatórios pelos estudos humanos foram escritos, na verdade, em formas de cartas entre amigos que cursando seus estudos longe um do outro, compartilhavam e instigavam-se nos pontos controvérsios.

É duro perceber que o protocolo de vida está nos consumindo. De uns dois anos para cá, um filme tem consumido minha moral: "Como Estrelas na Terra". A objetivação da vida por meio da técnica positivista tenta nos moldar e nos colocar como padrões semelhantes, mas, ao ver tal filme, eu lembro um pouco do que sou, que sou um pouco retardado para algumas coisas, que sou uma criança que não sabe jogar alguns jogos de adultos, que viajar sempre foi muito melhor do que ancorar (principalmente as ideias). Sei também, que muitos conhecidos devem ser assim, cada um na sua particularidade, mas, educado foi para matar sua abertura ao mundo. Somos todos iguais, dentro de cada diferença por sermos exatamente diferentes

O filme trata de uma criança indiana que parece ser "estranha", não se esforça, não tem interesse pelas coisas importantes, irresponsável, marginal dentro da própria casa... um retardado. O guri, interpretado por um ator fenomenal, com o olhar, traz a lembrança do que é sonhar! Como é bom, ao menos, lembrar o que é sonhar...

Não vou contar o filme, mas claro que tem um "final feliz". Este, só ocorre porque há um amigo, um novo amigo, que o entende, que se coloca no lugar do menino e busca comunicar na sua linguagem, pela arte. Não sei bem qual é a minha linguagem, sempre desconfio que é jogar conversa pro ar, especular, tentar demonstrar que aquilo que parece ser tão certo, não é. Porque? porque nada é, mas está! Estou aqui, jogando palavras num papel virtual. quero mesmo é dizer que, algumas pessoas tem o dom de comunicar conosco naquela viagem que só a gente faz, como se adentrassem nos nossos sonhos. Muitas delas nem sabem disso. 

Como é importante para o conhecimento a relação com o amigo! Várias formas de amizade. Pedro, me conhece pela vírgula, sabe exatamente porque de um sofrimento sem precisar utilizar das técnicas de psicologo, passo a me conhecer melhor através dele. Fernanda, estranhamente, acho que não consegue me entender dessa forma, mas incrivelmente, adentra fundo mexendo com algo que os calos da infância quase me fizeram esquecer! Me faz assumir e ser aquilo que sou.

Volto-me ao filme. Não sei pintar quadros, não sei abrir mão das coisas, quero abraçar o mundo com uma só mão. Sou egoísta. Não tenho nem a metade da bondade do garoto, mas sinto bem o que é correr aos braços de alguém que nos faz mudar e aceitar o que somos.

Em sonho nenhum tinha escritórios, papeis e burocracia. Não podemos nos deixar prender aos sonhos e nas lembranças da infância. Mas podemos buscar construir da vida um sonho. O homem cria técnica e reproduz conhecimento. Mas o computador não escreve sozinho, o forno precisa de algo a ser assado. Uma receita não é só combinação perfeita de ingredientes. É necessário que sejamos senhores de nossos passos, sabendo que não somos senhores de nossos destinos, porque o sorriso daquela mulher já seria suficiente para que todos os planos sejam refeitos. é tudo um Caos. ordem a partir do caos. Necessário que a cada dia pensemos, o que fazemos com tanto conhecimento? o que é função social? o que realmente nos importa? quais são as metas? mas, porque ter metas? 

O manifesto da preguiça seria ótimo, mas não é preguiça! é uma luta árdua, para que o não epistemológico, o amor, vença! não é o bem, é o amar. É poder olhar para o que somos por meio de ações, não permitir que nossas criações não nos controle, e por isso, perceber, que não podemos controlar o que Deus (ou qualquer outra concepção) criou.Um abraço não tem preço, mas possui um valor mais prazeroso que gastar um dinheiro com o mesmo amigo em um shopping (por ex.). Fazer amor naquele colchão velho com certeza é muito mais importante do que uma noite de sexo em um suite de luxo. Sou um materialista que, sabendo da necessidade do mundo material para viver, pede socorro ao mundo que percebam que o afeto afeta muito mais!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

(...)


Por: Pedro Henrique

Conversando com meu amigo Guilherme, que tal se hoje falarmos um pouco da simplicidade da roça, do interior, da cidade pequena.

A beleza não está nas coisas grandes, está nas coisas simples e pequenas, pequeno como o Gui, irmão, brother e companheiro de longa data. Nosso diálogo vem girando na órbita da questão do sujeito moderno. Os barulhos, os ruídos, as buzinas, os arranha-céus, o caos do trânsito, a poluição, os compromissos, o trabalho, tudo vem nos consumindo e angustiando, quase não temos tempo para apreciar a beleza de olhar o céu, de contemplar o entardecer ou sentir o vento na face, como a vida moderna e privada tem nos privado de sensações e experimentações tão antigas quanto o próprio homem! Pouco se sobra para receber um amigo em casa, ou visitar aquele amigo que tempos não vemos. Sim, nossos protocolos estão nos consumindo. Antes o trabalho, antes o dinheiro, antes o documento...

Que saudade meu amigo, de passar tempos conversando fiado com você e o Ricardo, de ganhar tempo jogando xadrez, de matar as aulas, dos namorinhos, saudade de um tempo que não volta mais. Coisas boas e belas vivemos, mas meu amigo, se quisermos fazer verdadeiramente uma rotação nessa rotina estressante, nesse sujeito moderno, mais do que lembrar os bons e velhos tempos, vamos tem que fazer mais, vamos ter que reinventar o presente. Não basta sentir saudades daquele tempo, é preciso fazer do presente algo de bom. Não se pode deixar que essa vida urbana continue sugando nossas vidas, nossa criatividade, é hora de colocar uma ferragem na engrenagem, de fazer o motor parar. Pela greve de qualquer tipo de trabalho, um manifesto pela preguiça e pela boa prosa na esquina, pelo gole de café e pela dose de cachaça, pelo lazer e pela liberdade de ser o que se é.

Acho que é hora de ir além das lamentações de um sistema opressor e explorador, precisamos efetivamente reinventar nossas práticas, é disso que tem se tratado até o momento nos nossos diálogos, é de um manifesto por um pouco de ar puro, como na roça, de oxigenação, de um manifesto pela reinvenção de nossas práticas. Deveríamos parar nossos ofícios, fazer nada, fazer coisa alguma. Fazer coisas que nos dê prazer. Como já foi dito, não se trata de tarefa fácil, mas sim, árdua. Desvencilhar dos grilhões invisíveis que nos amarram é tão difícil, pois envolve tanta coisa, tanta norma, tanto condicionamento, tanta educação, a idade que se tem de vida e mais um pouco. O desprendimento é um exercício doloroso, contínuo e prolongado que se faz permanentemente por toda a vida.
 Nossos corpos, nossa linguagem está acostumada, está viciada num modo de pensar e organizar que se não chutarmos o balde, a engrenagem nos consome a alma. Alma que me refiro é a psiquê, uma postura do ser com e no mundo.

Nos texto que o Guilherme nos deixou, não sei ao bem o que ele quis dizer, na verdade, não se pode tirar qualquer impressão dali que não seja completamente construída e projetada por minhas concepções, ou seja, tudo se trata de interpretação, e até onde me consta todos têm a sua. É claro que os signos partem de um comum, mas seus significados são tantos quantos seus sentidos. Ao lê-lo pela primeira vez, tive a impressão de que se tratava de um texto em reposta ao primeiro texto que escrevi, mas retornando ao texto pela segunda vez, vejo quantas coisas estão entrelinhas, quantos sentidos outros podem ser inventados ali. Que belo texto, que bela angústia, fúria e a paixão de quem é passional! Você diz que o materialismo não lhe foge a mão, é claro que não meu amigo, mas de que materialismo você fala? De coisas concretas? O dialético? Quantas verdades existem?  Por que deveria supor que minha verdade é a certa? Então, por que haveria de dizer que sou materialista? Não seriam todos? As pessoas não são concretas, elas não existem? A bela retórica, você convence até um passageiro de um avião a cair que não está caindo. A questão é encontrar uma lacuna, uma fenda, um furo, mas que discurso não é furado? Por isso invitamos a escrita, “escreveu não leu o pau comeu!” Sei do que você fala; de uma velha discussão epistemológica entre os que se dizem materialistas e os idealistas. Quero lhe fazer uma provocação nesse sentido, o materialista mais materialista é o maior idealista quem conheço, que é Karl Marx, esse sonhou com um idealismo jamais visto, até então. E o idealista mais idealista que você conhece, não se trata de um materialista? Não quero me estender nessa discussão por que não gosto de discussões “metafísicas”, “idealistas,” sou marxista, mas sou pequeno burguês tupiniquim, vindo do gueto, da escola pública, apostólico e torço para O maior de Minas. Resumindo, tudo é concreto, tudo pode ser concreto, ou você desprende uma enorme energia contrapondo uma teoria que não existe? As coisas estão muito mais misturadas do que imaginamos, então ao invés de perder tempo a mais, nos fragmentando e classificando, talvez no passado isso já cumpriu seu dever, mas agora, agora não, deveríamos nos preocupar com os efeitos de nossas práticas. Por isso, uma política urgente do presente, das nossas práticas, além de discutirmos novos sujeitos, devemos ser novos sujeitos, então meu grande amigo, faça sua greve! Dê um tempo a você, respeito seu tempo. Você é o latino-americano mais apaixonado quem conheço, as palavras de Drummond são provincianas porque seu coração é metropolitano, sim, o sujeito e suas crenças estão em tudo, jogue fora as aplicações, não existe nada em essência que possa vir externamente e ser aplicado, somos culpados por um pecado fundamental, a culpa cristã nos consome, jogue-as fora. Não se precisa ter um cão e a falta, essa, sempre nos sobrará!  Enfim, pouco falei da simplicidade da roça, que tal se ficar para uma próxima!


domingo, 29 de julho de 2012

"Eu me lembro do tempo que nós sonhávamos... Continuo nesta esperança."


Por: Guilherme



Pois é, do Belchior eu não conheço quase nada, um pouco com a pela seca sei que tenho quase 25 anos de sonho e sangue, e de América do Sul, e mesmo conhecendo muito pouco do nosso continente, que me desperta um senso único de Nação, ainda preciso viajar por estas terras. Vim um pouco mais perto da minha cidade natal para estudar, não fui tão longe, mesmo me sentindo cada vez mais desligado daquelas terras que me ensinaram a ser um cabeçudo.

Também conheço pouco dos poemas de Carlos Drummond, mesmo sabendo que é o poeta predileto do meu orientador ao ponto dele chamá-lo de Hörling das Minas Gerais. Para dizer verdade, fascinante a forma que Drummond escreve, contudo, quão provinciano suas palavras me soam.

Começo a sonhar na atmosfera que o Pedro nos deixou no último texto. O problema é este materialismo que não solta das minhas mãos.

Nada mais certo do que dito pelo meu camarada. Necessário se faz que saíamos da ditadura do indivíduo, que possamos entender o sujeito, não apenas os sintomas, mas as razões da existência, as nossas doenças. O porquê (não sei se com acento ou não) da existência. Estamos imersos numa cultura que para sair da ditadura da religião só encontrou base na ilusão da razão absoluta do indivíduo, como se ao interiorizarmos e aprendermos técnicas fosse suficiente para nos tornarmos humanos e fossemos evoluir para além das misérias.

Quanta ingenuidade, mentira, não acredito nisso, penso que sempre há interessados nessa manutenção, não consigo nunca pensar em não propor alguma forma mudar a economia e a filosofia vigente.
Mas voltemos. Ando em um pessimismo único. Como pode o ser se ocultar em discursos de mérito para fugir da responsabilidade para com o próximo? Como pode uma cultura tão individualista que pensa em exercer seu Eu sem se importar até onde o Sujeito tem fundado suas crenças? Não sei até onde tenho viajado, só sei que não tenho tido mais chão.

Para ser sincero, neste ponto tenho tido consolo e felicidade, que bom não ter tanto chão, ter tanta certeza, como se meus conceitos tivessem sido realmente implodidos. Conceitos? Para que tantos, se o que importa na verdade são as consequências trazidas pela aplicação dos fenômenos em nossa vida.

De tudo esboçado no último post, o que com certeza mais tem minha cara, mesmo não escrito por mim, é a ação do discurso. Meus colegas já devem estar enjoados desse meu falatório. Mas não tem como o mundo continuar se esquivando disto, esta necessidade de conceituar e pensar que um julgamento sobre os objetos são obsolutos. A perenidade é visível, somos seres humanos contextualizados, o pecado é nossa marca. Precisamos mais de luta, de comida, de olhar... ver que cada sujeito possui uma face única e voltada para o outro e que nunca saberemos qual é outro que poderá fazer da nossa vida uma nova vida. Não precisamos ter o chão firme, precisamos ter um céu para sonhar, para voar, dar assas ao nosso existir e poder transcender. Cada dia que passo vejo que as música, a viola, o riso, possuem uma descrição única da verdade.

Ainda a vejo com tanto brilho que me cego, fico feliz por isso, não porque a consigo descrever, mas porque consigo sentir que sou um Ser buscando me encontrar em ummundo de tanto desencontros. Preciso de um cão também. Quanta falta nos sobra!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

“Eu me lembro muito bem, do tempo que você sonhava...”


Por: Pedro Henrique


É, tenho andado meu caminho, tenho visto pessoas..., mas quem sabe a vida lá no trópico ande a mil? Tenho um cachorro que se chama Belchior, resolvi colocar esse nome nele, porque sou fã de carteirinha do grande compositor e músico. Quase sempre que posso, coloco uma música aqui, outra ali, recentemente escutei, acho que o ultimo disco de músicas inéditas o As várias caras de Drummond, um claro elogio do cearense ao nosso grande poeta mineiro, de 2004, um disco espetacular porque Belchior me surpreendeu com suas letras e melodias, ele se superou indo além do seu velho e bom repertório. Sou um jovem que desceu da cidade do interior mineiro para a capital do Espírito Santo, como muitos mineiros e como os muitos nordestinos buscando uma vida melhor no Sudeste. Felizmente a economia do país anda razoável, em vista dos anos anteriores ao governo de centro-esquerda, e o movimento tem se invertido, as pessoas tem retornado às suas cidades, aos seus estados.

Sinceramente, se eu fosse fazer um elogio a este cantor, acho que poderia passar um final de semana escrevendo em frente ao computador e ainda não me cansaria. É desses que não se enjoa de ouvir, cada vez que eu ouço parece que é a primeira vez, sempre uma nova composição, sempre surge algo de novo, percebo algo que não tinha percebido ou dado atenção, conecto com outras coisas e por aí vai. Mas nada é divino, nada é sagrado, nada é maravilhoso. Neste momento, para variar, estou ouvindo.

Mas não se trata dele neste curto texto, acho que venho dizer aqui de outra coisa, mas tomei emprestadas suas canções para criar uma atmosfera, em enredo de aproximação, de afeição, de coisas que possamos ter em comum, preparando a cama. Sonhos. Vamos sonhar.

O que me levou a sair, provisoriamente da terra do UAI, dos casos, da terra dos contos, da amizade, da família, da rocinha, do cigarro de palha, do pão de queijo, das montanhas e cachoeiras, dos companheiros é o desejo de um mundo melhor, sem chavões, por favor! Um mundo melhor para mim e para o próximo, estou pensando no meu futuro, entretanto, não se tem futuro individual, só se pode ter futuro coletivo. É chegado o momento onde o EU deve dar espaço, ceder um pouco, dar passagem a um novo sujeito, a uma nova relação do homem com seu mundo, é preciso pensar em outras formas de subjetivação para além dos egoísmos, individualismos e ismos a perder de vista.  Um sonho é tão curto e tão intenso, chegam a ser segundos.

Tarefa difícil e árdua exilar-se de si mesmo. A distância é tão linda quanto à proximidade, só precisamos saber apreciá-la, e depois voltar, voltar a si. Porém, como diria Foucault ou Nietzsche, qualquer um dos dois, uma conversão, um retorno a si, nunca é um simples retorno, sempre tem algo ali de diferente, que mudou nesse meio-tempo. Que bom seria se fosse sempre um (re) começo, que bom seria se nos perdêssemos um pouco. Na verdade, estou precisando de chão, de terra, pão, de “coisas reais”. É simples sonhar, às vezes surge uma vontade enorme de vomitar no mundo toda miséria que engolimos de uma única vez, mas o discurso lógico e racional nos impõe uma ordem, uma limitação, uma ordem da coerência, cansei da coerência, e que tal se todos se explodissem? Rizoma, fascismo, qualquer coisa, mentiras, farsa, saco cheio, doce, nozes, balões, música, ar, novela. Quando acaba, pode ser um novo começo, que tal se nos começássemos de novo? E se não precisasse fazer sentido?  E se invertamos outra coisa?  Se no lugar do discurso coerente e lógico fossemos movidos pela paixão, pelo ethos, pela ética, pelo amor, e se fossemos menos autoritários, e se não fossemos os donos do saber, e se questionarmos a NÓS mesmos, e se nossa cognição fosse outra? É possível? Não sei, mas sei que é preciso mudar e, sinceramente, não estou preocupado, neste momento, em propor algum esquema ou estrutura social ou econômica ou filosófica ou escambau a quatro, nada disso me interessa no momento, porque tamanha a urgência e a miséria que bate nas nossas portas todos os dias ou nas ruas em que passamos. 
 
Acredito que os movimentos de Occupy pelo mundo à fora, os Indignados, o Zapatista, o MST, A Primavera Árabe, é um recado claro, claro e em bom tom de que as coisas não andam bem e precisam mudar. Chega de dizer ao outro o que é bom ou ruim, “cruel ou paixão”, chega dessa moral burguesa, da exploração do homem pelo homem, não estou propondo anarquia, aliás, que fique claro, não se trata disso. Minha, nossa proposição é um mínimo de civilidade, poderíamos inventar outra palavra, pois o que vemos, hoje, não pode ser considerado, em hipótese alguma, civilidade. A essa altura não espero muita coisa, só um mínimo, que bom seria se ele desse conta de dissipar nossas instituições. Se essa lógica Newtoniana e Cartesiana, como disse Guilherme, explodisse! Que bom seria se a vida fosse uma música, uma poesia, um filme, uma obra de arte que as coisas fossem fazendo sentido à medida que fossemos experimentando, que fossemos sentindo, que fossemos tocados, sensibilizados com o próximo, que fosse beleza, que fosse intenção, que fosse sonho, que fosse fênix, que ressurgisse das cinzas. Ainda ousam dizer que as palavras não rasgam papéis, que elas não ferem, que elas não tocam, que elas não tem força, que não mudam as coisas.  Na verdade, cansei das palavras, que bom seria se a vida fosse ação. Palavra é ação! Jogou no ar, já era! Não tem volta, dá pra pedir uma desculpa, é obvio.

Quer saber a verdade? Não a eterna e absoluta dos senhores da verdade, mas essa parcial e provisória. Meu cachorro Belchior tem me ensinado mais coisas, realmente úteis à vida, como compaixão, companheirismo, lealdade, simplicidade, determinação, força de vontade, respeito e amor à vida e o amor nestes cinco meses que estou com ele, do que nesses 20 anos de escola.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma nova porta...

Boa noite!


Estou aqui inaugurando o blogger. Quem vós escreve é Guilherme.


Não é segredo para ninguém que me conhece que tenho uma imensa amizade por Pedro Henrique (mestrando em psicologia), bem como por falar demais. Nesse contexto, após um semestre de muitos estudos teóricos sobre teorias da justiça, filosofia, conceitos de ciências e métodos (etc), decidi que seria uma boa experiência "testificar" as ideias, jogando-as ao vento, esperando ver quais frutos podem ser colhidos ou não.


Assim, também no intuito de amadurecer algumas ideias com Pedro, para no futuro escrevermos a quatro mãos algumas conclusões dos estudos, decidimos por bem criar o presente Blog.


Dessa forma, o intuito do instrumento de comunicação é trocar ideias diversas sobre assuntos cotidianos (ou não), sem a pretensão de dissertarmos sobre algo que somos especialistas, ou que façamos com métodos científicos (principalmente métodos de uma ciência Newtoniana). Contudo, sempre com a seriedade necessária para possamos sair do debate raso, sem admitir a responsabilidade com que deveríamos ter para com o próximo. Sendo assim, nenhuma debate que envolva o ser humano poderia ser maquiado, mas deverá ser escavado, para que, no mínimo, possamos desvelar a maior quantidade possível da existência de cada fenômeno.


Espero que se houver leitores, que gostem da proposta de trabalho, ainda que, detestem as ideias esboçadas. Inclusive, seria de muito bom grado que os leitores façam propostas de temas a serem debatidos e estabeleçam um debate com os autores, para que os dicursos realmente possam ter a maturação devida e possível.


Espero que tenhamos interlocutores, sejam todos bem vindos!
Que sejam abertos os debates...